Porto Côvo
Roendo uma laranja na falésia,
olhando o mundo azul à minha frente
ouvindo um rouxinol nas redondezas
no calmo improviso do poente
Em baixo fogos trémulos nas tendas
Ao largo a águas brilham como prata
E a brisa vai contando velhas lendas
De portos e baías de piratas.
A lua já desceu sobre esta paz,
E brilha sobre todo este luzeiro.
Á volta toda a vida se compraz,
Enquanto um sargo assa no brazeiro
Ao longe a cidadela de um navio,
Acende-se no mar como um desejo.
Por trás de mim o bafo do destino,
Devolve-me à lembrança do Alentejo.
Plantado por um Vizir de Odemira.
Que dizem que por amor se matou novo,
Aqui, no lugar de Porto Côvo...
Comi a laranja na falésia, ouvi o rui Veloso e pensei em ti .
1 Comments:
Coincidêndias... Estivemos tão perto, e tão longe. Tens que contar aqui ao friend essas novidades.
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